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Santos - São Paulo - Brasil, 26 de setembro de 2021.
02/04/2014
Projetos
Projeto Fazendo Minha História
O INSTITUTO FAZENDO HISTÓRIA
O Instituto Fazendo História é uma organização não governamental que se constitui como núcleo de trabalho e produção de conhecimento sobre abrigos. Sua missão é colaborar com o desenvolvimento de crianças e adolescentes acolhidos em abrigos, trabalhando junto à sua rede de proteção a fim de fortalecê-los para que construam e transformem a própria história. Desde 2005, atua junto às instituições de acolhimento, através de seus 4 programas, que já tem uma estratégia comprovada de geração de resultados e promoção de mudanças para melhorar o universo do acolhimento de crianças e adolescentes:
Fazendo Minha História – Propicia meios de expressão para que cada criança ou adolescente em situação de acolhimento possa se apropriar e elaborar sua história de vida. A literatura infanto-juvenil e a construção de álbuns individuais são os principais instrumentos utilizados para alcançar este objetivo.
Formação Profissional– Oferece processos de formação junto aos trabalhadores de instituições de acolhimento, incentivando a capacitação técnica de seus membros através da construção de um espaço de reflexão sobre a prática exercida, aliando conhecimento teórico à atividades experienciais.

 
            O PROGRAMA FAZENDO MINHA HISTÓRIA
O Fazendo Minha História é um dos programas do Instituto Fazendo História e foi criado para garantir nos serviços de acolhimento meios de expressão para que cada criança e adolescente elabore e se aproprie de sua história passada e presente. Em janeiro de 2002, iniciou seu trabalho em decorrência da percepção da necessidade do registro da história de vida dessas crianças e adolescentes, histórias essas que muitas vezes se perdem no dia-dia das instituições.
A proposta é que cada criança e adolescente construa seu álbum em um espaço individualizado e, assim, possa reconhecer o valor de sua história de vida; tenha mais momentos de leitura prazerosos por meio dos livros infanto-juvenis das bibliotecas implementadas em cada instituição; e possa ter conversas mais afetivas sobre sua história com os adultos a seu redor.
Ao final do processo de 12 meses, temos como um dos produtos o álbum “Fazendo Minha História”, que é construído pela criança e por um adulto (colaborador) a partir de relatos, depoimentos, fotos e desenhos que fazem parte de sua vida. Este álbum pertence à criança ou adolescente e irá acompanhá-lo por onde for.

            JUSTIFICATIVA

A instituição de acolhimento – uma das medidas de proteção previstas no artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente e que se aplica a qualquer criança ou adolescente violado ou ameaçado em seus direitos básicos – deve ser um espaço onde crianças e adolescentes se sintam protegidos, onde vínculos de confiança sejam promovidos; um lugar de acolhimento e socialização que favoreça o desenvolvimento da autonomia e da criatividade. Para tanto se faz necessário o olhar atento à individualidade de cada criança e adolescente que necessita ser compreendido a partir de sua história, dentro de seu contexto sócio-cultural e respeitado em sua etapa de desenvolvimento.
Muitas vezes as crianças que crescem em abrigos tornam-se adultos sem memória: não possuem fotos da infância, dados sobre o próprio desenvolvimento, informações sobre o período que viveram no abrigo, pessoas importantes, momentos especiais; enfim, coisas que só quem conviveu com elas poderia contar. O Fazendo Minha História vem contribuir com o processo de formação e fortalecimento da identidade através da busca da valorização e preservação da história individual e familiar de cada criança e adolescente.
As histórias dessas crianças e adolescentes são únicas e cheias de especificidades. São histórias marcadas por conquistas, alegrias, relações de afeto, e também pelo abandono, pela exclusão social, pela violência, pelos maus tratos, pela negligência, pelo abuso sexual. Cada criança e adolescente deve ter a oportunidade de conhecer e entender sua própria história, assim como ter e manter contato com sua família de origem se isso for possível.
Às vezes, o histórico vivido junto à família impede que este contato continue. Por outro lado, o trabalho junto aos familiares pode reverter situações a princípio sem solução. Pais que batem em seus filhos, muitas vezes, não veem outra forma de educá-los; famílias que negligenciam suas crianças, em muitos casos, não possuem recursos físicos nem emocionais para fazer diferente. Cada situação deve ser analisada e trabalhada a partir de um plano específico para cada família.
De acordo com o Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, é essencial a manutenção dos vínculos familiares e comunitários para a estruturação das crianças e adolescentes enquanto sujeitos e cidadãos!
Nesse sentido, a proposta do Fazendo Minha História é incluir os familiares, quando possível, na construção do álbum e/ou abrir um espaço dentro do abrigo para que a criança entre em contato com sua história e a de sua família, se aproprie dela e, assim, construa um futuro diferente.
A proposta se estende, ainda, às questões institucionais da casa. O Fazendo Minha História propõe à instituição de acolhimento um trabalho direto com as crianças e adolescentes, visando sempre atuar a partir de suas historias de vida. Neste sentido, este trabalho em parceria contempla também discussões de caso com a equipe da instituição, com objetivo de compreender as historias, refletir sobre o momento de vida de cada um e planejar possíveis encaminhamentos. Importante dizer, portanto, que o FMH, ao identificar questões institucionais que reflitam diretamente na vida de crianças e adolescentes acolhidas no serviço, poderá propor discussões e reflexões relacionadas às dinâmicas institucionais.
Orientados por documentos como o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Orientações Técnicas para Serviços de Acolhimento, assim como pelo Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, a equipe do Fazendo Minha História se propõe a contribuir para o constante aprimoramento do atendimento oferecidos às crianças e adolescentes que vivem na instituição parceira.
 
            PÚBLICO ALVO:
Crianças e adolescentes de 0 a 17 anos e 11 meses que vivem no serviço de acolhimento.
 
            ATORES ENVOLVIDOS:
- As crianças e os adolescentes moradores da casa. Cada um deles terá um colaborador voluntário com quem fará os encontros semanais para mediação de leitura e registros de suas histórias pessoais e familiares. As crianças e os adolescentes quase sempre mostram interesse em participar do Fazendo Minha História. Algumas vezes, esse interesse não é manifestado desde o primeiro momento da entrada do projeto na casa e consideramos o tempo de cada um para tomar a decisão de participar.
- As famílias das crianças e adolescentes são essenciais nesse processo. Quanto mais estiverem próximas à casa e puderem fazer parte do processo de resgate e registro da história de vida das crianças e adolescentes, maiores as chances de construírem um futuro diferente e poderem retornar ao convívio familiar.
- Os educadores são importantes parceiros neste programa. São eles que conhecem melhor as crianças e adolescentes, sabem de seus medos e desejos, bem como de suas histórias cotidianas e trajetórias pessoais. Eles participam contando histórias, tirando fotos, conversando com as famílias, registrando fatos e relatos no álbum e de diversas outras formas que encontram de garantir a qualidade do projeto. É uma oportunidade para o educador se aproximar das crianças e adolescentes, fortalecendo o vínculo com eles de modo que possa conversar afetivamente sobre suas histórias. Alguns educadores escolhem participar como adulto-referência/colaborador de uma criança, acompanhando-a no registro semanal de sua trajetória. Oferecemos encontros de formação para estes atores no início, meio e final do programa. Mediação de leitura e histórias de vida são os dois principais aspectos abordados.
Vale ressaltar que há instituições onde os educadores conhecem pouco da história de cada criança. O medo de que façam um mau uso destas informações, por parte da equipe técnica, é o principal fator para que as histórias se mantenham apenas nos prontuários. Entretanto, acreditamos que conhecer as histórias de vida das crianças e de suas famílias é um instrumento importante de trabalho para quem lida com elas no dia a dia. 
Quando os educadores não conhecem as histórias das crianças e dos adolescentes, é necessário refletir com a equipe técnica e gestores da instituição a função de dividir com eles a trajetória de vida de cada um e encontrar formas de fortalecer sua equipe de educadores para lidar com essas informações. Só depois de garantir passos nesta direção é que podemos dar continuidade aos procedimentos do Fazendo Minha História. Reuniões de discussão de caso, apresentação de históricos familiares e construção de planos individualizados de atendimento para cada criança fazem parte desse trabalho.
- A equipe técnica da instituição é a responsável por garantir o funcionamento do projeto no cotidiano; a gestão. Saber quem comparece e falta nos encontros; organizar, acompanhar e alterar horários; manter a biblioteca organizada e garantir a integridade dos álbuns são suas funções, sempre em parceria com os outros atores, é claro. Mais do que isso, a equipe técnica precisa ter compreendido e se “encantado” com a oportunidade desta parceria, esforçando-se para que ela renda bons frutos. É importante que duas pessoas (das quais pelo menos uma integre a equipe técnica), se estabeleçam como a dupla gestora do projeto e se responsabilizem pelas ações necessárias para o bom andamento do trabalho (vide detalhamento de funções do gestor no final deste texto).
- Toda a equipe de funcionários da instituição também deve conhecer a proposta. São eles que vão nos ajudar a manter os horários, biblioteca em ordem e limpa, além de contribuírem com atitudes e informações que facilitam o projeto. É muito importante que conheçam e apoiem o trabalho.
- Os colaboradores são os agentes que irão semanalmente trabalhar efetivamente com as crianças por uma hora. Podem ser voluntários da instituição que se conectam com a causa ou educadores que tenham disponibilidade e interesse. Os colaboradores se comprometem a avisar com antecedência quando porventura não possam realizar o encontro no dia e hora combinado.
- Por fim, a equipe técnica do Fazendo Minha História existe para apoiar a realização do projeto, realizando a formação inicial nos casos em que há parceria formal e oferecendo suporte para a dupla gestora através de e-mails e telefonemas.
 
    
 

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